“ESTOU SENDO O QUE SEMPRE FUI”

Juventude LGBTI+ de Favela e o Teatro do Oprimido na Escola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/periferia.2026.91493

Palavras-chave:

Teatro do Oprimido, Juventude Periférica, Gênero e Sexualidade, Psicossociologia de comunidades, Educação

Resumo

Este artigo apresenta um recorte de pesquisa de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  O objetivo é refletir sobre as relações de gênero e sexualidade no contexto escolar de juventudes urbanas periféricas, utilizando o Teatro do Oprimido como ferramenta pedagógica para uma educação decolonial. As oficinas foram realizadas em uma escola pública de ensino médio no Rio de Janeiro. A metodologia consistiu na aplicação de práticas corporais e dramatizações para a problematização das opressões vivenciadas cotidianamente pelos estudantes, com ênfase nas experiências da população LGBTI+. Os resultados apontam para a criação de um espaço de escuta, acolhimento e partilha, favorecendo a articulação de estratégias críticas de enfrentamento às opressões interseccionais. Conclui-se que a utilização do Teatro do Oprimido, enquanto ferramenta pedagógica, possibilitou o fortalecimento de uma educação antirracista e decolonial, promovendo reflexões coletivas sobre gênero, sexualidade e suas implicações no ambiente escolar.

Biografia do Autor

Thalia Rampazio Viana, UFRJ

Mestra e Doutoranda no Programa de Psicossociologia, Comunidades e Ecologia social (EICOS) da
UFRJ. Graduada em Psicologia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós-graduada em
Psicologia Social. Pesquisa questões sobre decolonialidade, psicologia crítica, território, juventude,
educação e saúde mental da população LGBTI+, também vincula aos seus estudos ferramentas
multidisciplinares artísticas como o Teatro do Oprimido. Faz parte do grupo de pesquisa e extensão Laboratório de Estudos e Práticas Interdisciplinares em Juventudes, Cultura e Território - LabCrias, DGP/CNPq/UFRJ.

Beatriz Akemi Takeiti, UFRJ

Graduada em Terapia Ocupacional pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas- PUCCAMP,
em 2000. Mestre em Psicologia (Psicologia Social) pela Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, PUC/SP, em 2003 e Doutora pelo mesmo Programa (2014). Foi docente do Centro
Universitário São Camilo (2011-2012). Atualmente é Professora do Programa de Pós-Graduação em
Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social (EICOS/IP/UFRJ) e docente do Departamento de
Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina, UFRJ. Líder do grupo de pesquisa: Laboratório de Estudos e Práticas Interdisciplinares em Juventudes, Cultura e Território - LabCrias, DGP/CNPq/UFRJ, pesquisadora dos grupos de pesquisa Terapia Ocupacional e Cultura e Laboratório de Memórias, Território e Ocupações: Rastros Sensíveis - LabMems, DGP/CNPq/UFRJ
desde 2017 e do Núcleo Interdisciplinar na Infância, Adolescência e Juventude (NIAJ) desde 2020.
Pesquisadora da Associação Nacional Rede de Pesquisadores e Pesquisadoras da Juventude
Brasileira (REDEJUBRA), gestão 2020-2023. 

Joana da Costa Macedo, UERJ

Possui graduação (2006), mestrado (2010) e doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Em 2012 e 2013 foi pesquisadora/visitante no Center for Anthropological Research na University of Johannesburg,
África do Sul. É especialista em Ensino de Sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2018). Professora de Sociologia da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (2015-2024). Pós-doutora em Educação na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGE/UFRJ). Coordenadora do Núcleo de Estudos Juventudes, Educação e Sociedade- Grupo de Pesquisa Ciências Sociais e Educação (NEJES/GPCSE/UERJ).

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Publicado

12.02.2026

Como Citar

Rampazio Viana, T., Akemi Takeiti, B., & da Costa Macedo, J. (2026). “ESTOU SENDO O QUE SEMPRE FUI”: Juventude LGBTI+ de Favela e o Teatro do Oprimido na Escola . Periferia, 18(1), e91493. https://doi.org/10.12957/periferia.2026.91493

Edição

Seção

Artigos