As formas de evocar o silêncio na poesia de Orides Fontela

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.95291

Palabras clave:

Orides Fontela, poesia e filosofia, poesia contemporânea.

Resumen

O presente artigo analisa a presença do silêncio enquanto categoria ética e estética na obra poética de Orides Fontela, traçando relações com as crises e rupturas do final do século XX. Para isso, o artigo parte do conceito de “grau zero” da escrita, proposto por Roland Barthes, e da ideia de silêncio como resistência, desenvolvida por Susan Sontag, com o intuito de compreender a poética de Orides como uma recusa ao discurso vazio e à comunicação superficial. Com isso, a poesia de Orides é lida como um exercício de escuta do indizível e como uma forma de articular o ser com a ausência, o dizer com o calar, criando uma poética da lacuna e da sugestão, onde o sentido se faz na tensão entre palavra e silêncio.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Fernanda Sampaio Gomes dos Santos, Universidade de São Paulo (USP)

Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo e bolsista da Capes.

Citas

ARGAN, Giulio Carlo. A crise da representação. In: ARGAN, Giulio Carlo. Arte e crítica de arte. Tradução de Helena Gubernatis. Lisboa: Editorial Estampa, 1988. p. 105-118.

BARTHES, Roland. O Grau Zero da escritura. São Paulo: Editora Cultrix, 1971.

BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2009.

CANDIDO, Antonio. [Sem Título] Alba. In: FONTELA, Orides. Alba. São Paulo: Roswitha Kempf, 1983. p. 3-7.

FONTELA, Orides. Nas trilhas do trevo. In: MASSI, Augusto (Org.). Artes e ofícios da poesia. Porto Alegre: Artes e ofício, 1991. p. 255-261.

FONTELA, Orides. Poesia completa (Org. Luis Dolhnikoff). São Paulo: Hedra, 2015.

FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. Tradução de Marise Curioni. São Paulo: Duas Cidades, 1978.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. O rastro e a cicatriz: metáforas da memória. In: GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006. p. 125-133.

RANCIÈRE, Jacques. Será que a arte resiste a alguma coisa?. Tradução de Mônica Costa Netto. In: LINS, Daniel (Org.). Nietzsche/Deleuze: arte, resistência. Rio de Janeiro e Fortaleza: Forense Universitária e FCET, 2007. p. 126-140.

SISCAR, Marcos. O tombeau das vanguardas: a ‘pluralização das poéticas possíveis’ como paradigma crítico contemporâneo. Revista Alea, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p. 421-443, 2014.

SONTAG, Susan. A estética do silêncio. In: SONTAG, Susan. A vontade radical: estilos. Tradução de João Roberto Martins Filho. São Paulo: Editora Schwarcz, 1987. p. 11-40.

VILLAÇA, Alcides. Símbolo e acontecimento na poesia de Orides. Revista Novos Estudos – Cebrap, São Paulo, v. 29, n. 85, p. 295-312, 2015.

Publicado

2026-05-27

Cómo citar

SAMPAIO GOMES DOS SANTOS, Fernanda. As formas de evocar o silêncio na poesia de Orides Fontela. Palimpsesto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 25, n. 51, p. 117–129, 2026. DOI: 10.12957/palimpsesto.2026.95291. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/palimpsesto/article/view/95291. Acesso em: 13 jun. 2026.

Número

Sección

Dossiê (Estudos de Literatura)