Genealogias da dissidência: uma reflexão crítica sobre a história cultural e o cânone em Portugal

Authors

DOI:

https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.98902

Keywords:

literatura portuguesa, autoria feminina, cânone.

Abstract

Para a entrevista internacional da edição número 51, volume 25, do Dossiê de Literatura, a Palimpsesto – revista do corpo discente do Programa de Pós-graduação em Letras da UERJ –  teve a oportunidade de conversar com a Professora Doutora Anna M. Klobucka, professora catedrática emérita na Universidade de Massachusetts Dartmouth (EUA). Nesta entrevista, Anna Klobucka estabelece um diálogo entre o cânone literário português e luso-brasileiro, a partir da literatura de autoria feminina, ao repensar a sociedade e suas imposições em relação aos papéis de gênero e à sexualidade.

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Author Biographies

Anna M. Klobucka, Universidade de Massachusetts Dartmouth (UMass)

professora catedrática emérita de Estudos Luso-Afro-Brasileiros e Estudos Feministas na Universidade de Massachusetts Dartmouth (EUA), onde ensinou principalmente literatura portuguesa e literaturas africanas em língua portuguesa. É autora de Mariana Alcoforado: Formação de um Mito Cultural (IN-CM, 2006; ed. original Bucknell University Press, 2000), O Formato Mulher: A Emergência da Autoria Feminina na Poesia Portuguesa (Angelus Novus, 2009) e O Mundo Gay de António Botto (Documenta, 2018). Co-organizou os volumes After the Revolution: Twenty Years of Portuguese Literature 1974-1994 (Bucknell University Press, 1997), O Corpo em Pessoa: Corporalidade, Género, Sexualidade (Assírio & Alvim, 2010, ed. Original University of Toronto Press, 2007) e Gender, Empire and Postcolony: Luso-Afro-Brazilian Intersections (Palgrave Macmillan, 2014). Tem em preparação um projeto de livro provisoriamente intitulado Among Women: Cultural Agency, Sociability, and Sexuality on the Margins of Portuguese Modernism, que consiste em historiar os protagonismos femininos e as redes de sociabilidade e colaboração entre as intelectuais e criadoras da época, nas quais estes protagonismos se inseriam – e que os potenciavam –, mapeando uma formação sociocultural que se manifesta em paralelo, e por vezes em confronto, com os coletivos masculinos do modernismo canónico.

Tamara Roza Campos Amaral, Universidade Federal Fluminense (UFF)

doutoranda em Literatura Comparada no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da UFF, sob orientação de Ida Alves, onde desenvolve pesquisa sobre a poética de Ana Luísa Amaral, com foco no jogo de vozes. Possui Mestrado (2023) e Especialização (2020) em Literatura Portuguesa pela UERJ, orientada por Carlos Eduardo Soares da Cruz; no mestrado, investigou a poética de Golgona Anghel. Integra o grupo de pesquisa Poesia e Contemporaneidade (UFF), coordenado por Célia Pedrosa e Ida Alves, e o grupo Pesquisas Literárias Luso-Brasileiras, no qual atua desde 2020. Foi pesquisadora júnior do Real Gabinete Português de Leitura (2020–2021), no projeto Páginas paisagens Luso-Brasileiras, com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian. É licenciada em Letras pela UFRRJ e atualmente integra o quadro efetivo de docentes municipal (SEMED/Japeri), além de tutora a distância na disciplina de Literaturas Africanas II (UFF/CEDERJ).

Bianca Gomes Borges Macedo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

doutoranda em Letras (Literatura Portuguesa), pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Bolsista com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil - CAPES, pesquisa a produção contística de escritoras oitocentistas e a escrita de autoria feminina na imprensa periódica operária portuguesa entre os séculos XIX e XX, sob a orientação do Prof. Dr. Eduardo da Cruz. Mestre em Letras (Literatura Portuguesa) também pela UERJ, seus estudos se debruçam sobre as representações das personagens femininas e a autonomia das mulheres nas narrativas de autoria feminina.

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Published

2026-05-27

How to Cite

M. KLOBUCKA, Anna; ROZA CAMPOS AMARAL, Tamara; GOMES BORGES MACEDO, Bianca. Genealogias da dissidência: uma reflexão crítica sobre a história cultural e o cânone em Portugal. Palimpsesto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 25, n. 51, p. 18–30, 2026. DOI: 10.12957/palimpsesto.2026.98902. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/palimpsesto/article/view/98902. Acesso em: 13 jun. 2026.