As formas de evocar o silêncio na poesia de Orides Fontela
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.95291Palavras-chave:
Orides Fontela, poesia e filosofia, poesia contemporânea.Resumo
O presente artigo analisa a presença do silêncio enquanto categoria ética e estética na obra poética de Orides Fontela, traçando relações com as crises e rupturas do final do século XX. Para isso, o artigo parte do conceito de “grau zero” da escrita, proposto por Roland Barthes, e da ideia de silêncio como resistência, desenvolvida por Susan Sontag, com o intuito de compreender a poética de Orides como uma recusa ao discurso vazio e à comunicação superficial. Com isso, a poesia de Orides é lida como um exercício de escuta do indizível e como uma forma de articular o ser com a ausência, o dizer com o calar, criando uma poética da lacuna e da sugestão, onde o sentido se faz na tensão entre palavra e silêncio.
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