Censura à leitura crítica de mundo como dispositivo de reprodução de colonialidades de gênero
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.91585Palavras-chave:
leitura, colonialidade de gênero, censura.Resumo
Mesmo com a crescente onda de violência contra dissidentes de gênero e de sexualidade, são constantes as tentativas de que a temática seja excluída de bibliotecas públicas e escolas. Frente a esse contexto, buscamos problematizar a concepção de leitura construída em um vídeo em que a prefeita de Canoinhas-SC joga livros do Projeto Mundoteca no lixo, valendo-se do argumento de que seriam inadequados a crianças e adolescentes. Para tanto, estabelecemos diálogos entre estudos sobre decolonialidade (Gomes, 2019; Matos, 2020), identidades de gênero (Louro, 2015) e educação linguística (Silvestre, 2018), os quais auxiliaram a compreensão de que os discursos presentes no vídeo assumem a leitura como forma de preservação de valores das classes dominantes, ideia que se alinha a uma visão platônica de literatura e se opõe à concepção de educação como prática libertadora.
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