A Sereia e a Musa: videocentrismo, fonocentrismo e a saída pelo concretismo verbivocovisual

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.86992

Palavras-chave:

poesia brasileira contemporânea, Jacques Derrida, Adriana Cavarero, Augusto de Campos, teoria literária.

Resumo

Este trabalho pretende contrapor visões aparentemente inconciliáveis do problema da phoné (a voz) no pensamento ocidental: a ideia de fonocentrismo, balizada pela desconstrução de Jacques Derrida, e a de videocentrismo, pensada por Adriana Cavarero, revelando o que elas têm de antípodas e de imprevista cumplicidade, sem recair em binarismos denunciados por ambos os autores. As desembocaduras visadas são a poesia contemporânea e a sua filosofia de criação, o que demandará uma formulação teórica própria. Neste caso, as categorias mitológicas “sereia” e “musa”, revestidas de conceitualidade, serão o suporte tipológico para pensar desdobramentos da questão já procedentes de sua aplicação à poesia. Estipulamos, por fim, o concretismo verbivocovisual como possibilidade estética de convergência.

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Biografia do Autor

Gabriel Costa Resende Pinto Bastos dos Santos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Mestre e Doutorando em Literatura Brasileira pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e graduado em Letras Português-Japonês pela mesma universidade. É bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES).

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Publicado

2026-02-03

Como Citar

SANTOS, Gabriel Costa Resende Pinto Bastos dos. A Sereia e a Musa: videocentrismo, fonocentrismo e a saída pelo concretismo verbivocovisual . Palimpsesto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 25, n. 50, p. 207–226, 2026. DOI: 10.12957/palimpsesto.2026.86992. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/palimpsesto/article/view/86992. Acesso em: 4 fev. 2026.

Edição

Seção

Estudos de Literatura (Tema livre)