A Sereia e a Musa: videocentrismo, fonocentrismo e a saída pelo concretismo verbivocovisual
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.86992Palavras-chave:
poesia brasileira contemporânea, Jacques Derrida, Adriana Cavarero, Augusto de Campos, teoria literária.Resumo
Este trabalho pretende contrapor visões aparentemente inconciliáveis do problema da phoné (a voz) no pensamento ocidental: a ideia de fonocentrismo, balizada pela desconstrução de Jacques Derrida, e a de videocentrismo, pensada por Adriana Cavarero, revelando o que elas têm de antípodas e de imprevista cumplicidade, sem recair em binarismos denunciados por ambos os autores. As desembocaduras visadas são a poesia contemporânea e a sua filosofia de criação, o que demandará uma formulação teórica própria. Neste caso, as categorias mitológicas “sereia” e “musa”, revestidas de conceitualidade, serão o suporte tipológico para pensar desdobramentos da questão já procedentes de sua aplicação à poesia. Estipulamos, por fim, o concretismo verbivocovisual como possibilidade estética de convergência.
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