Maceió afundada pelo lucro: o crime socioambiental da Braskem e as dinâmicas do capitalismo de desastre
DOI:
https://doi.org/10.12957/hne.2025.93677Palavras-chave:
Braskem; Maceió; Crime socioambiental; Capitalismo de desastre.Resumo
A cidade de Maceió enfrenta, desde 2018, a subsidência do solo causada pela exploração de sal-gema pela Braskem. O desastre resultou na realocação de cerca de 60 mil pessoas e na desocupação de mais de 14 mil imóveis nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol. As medidas de compensação oferecidas pela empresa são criticadas por valores considerados insuficientes e pela apropriação das áreas afetadas para fins imobiliários. Reconhecido como o maior crime ambiental urbano em curso no mundo, o caso evidencia como interesses econômicos podem prevalecer sobre o direito à moradia e à cidade. Este artigo analisa os impactos socioeconômicos e urbanos, o discurso empresarial da Braskem e a transformação da tragédia em oportunidade de acumulação, relacionando-os ao conceito de capitalismo de desastre.
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