Maceió afundada pelo lucro: o crime socioambiental da Braskem e as dinâmicas do capitalismo de desastre

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/hne.2025.93677

Palavras-chave:

Braskem; Maceió; Crime socioambiental; Capitalismo de desastre.

Resumo

 A cidade de Maceió enfrenta, desde 2018, a subsidência do solo causada pela exploração de sal-gema pela Braskem. O desastre resultou na realocação de cerca de 60 mil pessoas e na desocupação de mais de 14 mil imóveis nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol. As medidas de compensação oferecidas pela empresa são criticadas por valores considerados insuficientes e pela apropriação das áreas afetadas para fins imobiliários. Reconhecido como o maior crime ambiental urbano em curso no mundo, o caso evidencia como interesses econômicos podem prevalecer sobre o direito à moradia e à cidade. Este artigo analisa os impactos socioeconômicos e urbanos, o discurso empresarial da Braskem e a transformação da tragédia em oportunidade de acumulação, relacionando-os ao conceito de capitalismo de desastre.

 

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Biografia do Autor

Dhara de Oliveira Reis Freitas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense

Graduanda em Geografia. FEBF-UERJ; Integrante do grupo de pesquisa TEYAS (Territórios, epistemologias y Ambientes desde o Sul).

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Publicado

2025-12-20

Como Citar

DE OLIVEIRA REIS FREITAS, Dhara. Maceió afundada pelo lucro: o crime socioambiental da Braskem e as dinâmicas do capitalismo de desastre. História, Natureza e Espaço - Revista Eletrônica do Grupo de Pesquisa NIESBF, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 26–40, 2025. DOI: 10.12957/hne.2025.93677. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/niesbf/article/view/93677. Acesso em: 4 fev. 2026.

Edição

Seção

Artigos Científicos