A tomada da palavra
Apresentação à tradução de um trecho dos “Cadernos de reivindicações saídos das prisões quando das revoltas recentes”
DOI:
https://doi.org/10.12957/mnemosine.2025.97481Resumo
Formado em 8 de fevereiro de 1971 em meio a um contexto de intensa repressão política, o Grupo de informações sobre as prisões (GIP) teve um importante papel para a inscrição das prisões na pauta política francesa no pós-maio de 1968. Seu nome é estabelecido por uma indicação direta de Michel Foucault e já carrega em si mesmo as orientações mais importantes de sua atuação: fazer da informação, lá onde ela é interditada, o ponto focal de uma luta, sendo ela já o seu primeiro ato. O GIP inicia suas atividades buscando fazer circular nas prisões uma série de questionários a partir dos quais os detentos poderiam imprimir suas perspectivas, transformá-los a partir de suas próprias questões e emitir seu saber para que outros detentos também tivessem acesso. Este saber coletivo que emergiu das falas dos prisioneiros foi com o tempo organizado e publicado em uma série de brochuras sob o título Intolérable. Deste caderno, apresentamos aqui uma tradução parcial de seu conteúdo. Do que temos ciência, esta é a primeira vez que este material é apresentado em alguma tradução brasileira, ao passo que não o propomos como um ponto final, mas como um início.
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Referências
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