A configuração de um império a partir da estruturação social de escravização do trabalho
DOI:
https://doi.org/10.12957/revmar.2026.88039Palavras-chave:
Portugal, dependência econômica, entreposto comercial, escravizados e dependência econômicaResumo
Este artigo busca analisar a política colonial portuguesa imposta à colônia na América e a consequência para o Império após a independência do Brasil. O ponto de partida é o ano de 1755, em virtude das necessidades financeiras para a reconstrução de Lisboa após o terremoto. Nesse contexto, promoveu-se a publicação de dois Alvarás régios, 1761 e 1773, que direcionaram o comércio de escravizados para a América aprofundando a dependência econômica do reino em relação aos seus domínios do Atlântico Sul em razão da política de recrudescimento da exploração de recursos naturais a partir do trabalho escravizado, concebido como único meio de exploração e produção de riqueza; possibilitando a hipótese de que o subdesenvolvimento das colônias e o atraso industrial da metrópole deviam-se à organização excessivamente dependente da mão de obra escravizada.
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