O pacto social da violência
violações de Direitos Humanos em “República dos Assassinos”
DOI:
https://doi.org/10.12957/revmar.2026.87932Palavras-chave:
Esquadrão da Morte, Violação dos Direitos Humanos, Grupos de Extermínio, Cinema Brasileiro, República dos AssassinosResumo
A discussão sobre a existência de forças paramilitares no Rio de Janeiro é fundamental para a compreensão da sistematização de práticas de violência urbana e violações dos Direitos Humanos, historicamente presentes na sociedade contemporânea. Este artigo tem como objetivo a discussão do tema a partir do filme República dos Assassinos (dirigido por Miguel Faria Jr.), que já em 1979 narrava a formação do Esquadrão da Morte, consolidado no final da década 1960 por agentes da polícia carioca, dos quais muitos prestaram serviços também para o aparelho repressivo do regime militar. Por meio de análise fílmica de contexto histórico (Vanoye; Goliot-Lété, 1994; Aumont; Michel Marie,2004) discute-se como a obra apresenta um esquema de alianças na sociedade civil para consolidar estes grupos de extermínio. A tolerância com as execuções sumárias e atos ilegais destes personagens é crucial para se entender a acumulação histórica da violência não só no Rio de Janeiro por mais de meio século, mas também estende ao resto do Brasil do século XXI.
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