O periodismo acadêmico em “O Olindense”
práticas e representações dos estudantes de Direito de Olinda (1831-1832)
Palavras-chave:
Curso Jurídico, Estudantes, Jornal, O Olindense, RepresentaçõesResumo
Nesse estudo o nosso objetivo é investigar a prática do periodismo dos irmãos acadêmicos de Direito, Sérgio e Álvaro Teixeira de Macedo, no jornal O Olindense, que circulou entre os anos de 1831 e 1832, protagonizando discussões sobre o cotidiano educacional do Curso Jurídico de Olinda. Considerando o espaço/tempo desse estudo, faremos numa análise qualitativa da coluna “Curso Jurídico” publicada no periódico e disponível atualmente na plataforma digital da Hemeroteca da Biblioteca Nacional em que constam mais de 27 (vinte e sete) ocorrências dessa coluna, a qual tratava das avaliações, das leituras, das disciplinas, dos professores e dos alunos de Olinda. Aqui, analisaremos O Olindense na perspectiva da Nova História Cultural, isto é, como uma prática e representação que serviu como um instrumento político transformador dos debates sobre métodos e técnicas nas aulas de Direito, de maneira mais estrita, e das sociabilidades na cidade de Olinda, de maneira mais ampla, tornando essa atividade um importante meio para questionar a construção da ordem Imperial e do próprio Direito. Portanto, a imprensa é estudada aqui como uma prática que foi ao mesmo tempo “produto” e “criador” das representações dos Cursos Jurídicos no Brasil.
Downloads
Referências
ADORNO, Sérgio. Os aprendizes do poder: o bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
BASILLE, Marcelo Otávio Neri de Campos. O império em construção: Projeto de Brasil e ação política na Corte regencial. 2004.Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004.
BEVILAQUA, Clovis. História da Faculdade de Direito do Recife. Brasília: INL; Conselho Federal de Cultura, 1977.
BURKE, Peter. O que é história cultural? Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
CARVALHO, José Murilo de. A unificação da elite: uma ilha de letrados. In: A construção da ordem. Teatro das Sombras. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ; Relume Dumará, 1996.
CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, 1988.
LUCA, Tania Regina. História dos, nos e por meio dos periódicos. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2008.
LUSTOSA, Isabel. Insultos impressos. A guerra dos jornalistas na independência 1822-1823. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
MELO, José Marques de. Sociologia da Imprensa Brasileira. Petrópolis, RJ: Vozes, 1973.
PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
OLIVEIRA, Cecília Helena Salles de. O disfarce do anonimato. O debate político através dos folhetos (1820-1822). 1979. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1979.
OLIVEIRA, Noemia Dayana. O parlamentar do silêncio: atuação política do deputado Ibiapina na Assembleia Legislativa Brasileira (1834-1837). 2019. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Campina Grande (PB), 2019.
RODRIGUES, Lígia Santos da Silva. Memória da Faculdade de Direito do Recife: Formação do acervo bibliográfico. 2017. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2017.
SODRÉ, Nelson Werneck. História da Imprensa no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.
VERRI, Gilda Maria Whitaker. Tinta sobre papel: livros e leituras em Pernambuco no século XVIII, 1759-1807. Recife: Ed. UFPE, 2006.
VIANNA, Hélio. Contribuição à História da Imprensa Brasileira. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1945.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Noemia Dayana de Oliveira, Michelly Pereira de Sousa Cordão

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista Maracanan o direito de publicação, sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, a qual permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Os dados e conceitos abordados são da exclusiva responsabilidade do autor.
A Revista Maracanan está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


