Gramáticas emocionais em experiências de assédio sexual em escolas
DOI:
https://doi.org/10.12957/intratextos.2024.90983Λέξεις-κλειδιά:
Assédio Sexual, Emoções, SubjetividadeΠερίληψη
Sob o referencial teórico da Antropologia das Emoções, o trabalho em questão discute as gramáticas emocionais presentes nos relatos de nove vítimas de assédio sexual ocorridos em instituições escolares brasileiras do ensino básico. Os dados foram obtidos através de entrevistas semiestruturadas com adultos que, à época em que cursavam o ensino fundamental ou ensino médio, sofreram assédio sexual por parte de algum integrante da comunidade escolar. Explorar essa gramática consiste em identificar as emoções que são reivindicadas e que oferecem legitimidade aos relatos de memória das vítimas. Isso inclui destacar suas particularidades, as circunstâncias que as fizeram surgir, seus alvos, bem como colocá-las em diálogo com toda uma estrutura social e política que as sustentam. Será apresentado e discutido três aspectos emocionais observados nos relatos: uma postura por parte das vítimas de evitarem revisitar a cena assediadora, o medo suscitado pelo episódio e o nojo direcionado à cena e à pessoa do assediador. A pesquisa joga luz à realidade do assédio sexual cometido em ambiente escolar, muitas vezes negligenciada pela sociedade. Desse modo, auxilia na proposição de ideias que combatam essa violência.
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