ENGAJAMENTO SITUADO NA POLÍTICA CONSERVADORA
DAMARES ALVES, MICHELLE BOLSONARO E A FORMAÇÃO DE MULHERES NA ESFERA PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.12957/intratextos.2025.94599Λέξεις-κλειδιά:
Direitos civis, Formação Política, Dinâmica Digitais, Mulheres ConservadorasΠερίληψη
Este artigo parte da seguinte pergunta: como os direitos civis vêm sendo pensados
por mulheres conservadoras na política formal? A partir de uma pesquisa qualitativa situada,
acompanho formas de engajamento, formação política e produção de visibilidade em torno de
lideranças como Damares Alves e Michelle Bolsonaro. Essas atrizes políticas podem ser
compreendidas como “pessoas distribuídas”, na medida em que articulam redes, projetos
sociais, moralidades públicas e circuitos de mobilização que ultrapassam suas presenças
individuais. O texto observa como narrativas religiosas, valores conservadores e estratégias
digitais se combinam na formação de mulheres interessadas na vida pública. Nesse contexto,
as mídias aparecem como dispositivos de trabalho, formação e mediação política. A
organização de redes digitais amplia possibilidades de agenciamento, sustenta sociabilidades e
projeta novas candidaturas, produzindo um circuito no qual missão, autoconfiança,
reconhecimento social e poder passam a ser elaborados como dimensões de uma trajetória
política possível. Ao levar a sério as dinâmicas digitais que atravessam a vida cotidiana, o artigo
busca compreender como mulheres conservadoras negociam sentidos sobre direitos, família,
religião e participação pública. Trata-se de observar não apenas aquilo que essas mulheres
defendem, mas também os modos pelos quais se formam, se conectam e produzem presença na
esfera pública contemporânea.
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