CONSOLIDAR O CUIDADO, TENSIONAR A UNIVERSIDADE:
NOTAS PARA UMA SOCIOLOGIA SENSÍVEL À VIDA
DOI:
https://doi.org/10.12957/intratextos.2025.94304Palabras clave:
Sociologia, Cuidado, Sociologia do Cuidado, Maternidade UniversitáriaResumen
Este trabalho propõe uma reflexão sobre a consolidação da Sociologia do Cuidado como campo próprio nas Ciências Sociais, tensionando os limites entre especialização teórica e transversalidade conceitual. Frente às transformações contemporâneas, como o envelhecimento populacional, a queda da fecundidade, a precarização do trabalho e as mudanças nos arranjos familiares, o cuidado emerge como categoria analítica central para compreender as formas de sustentação da vida e as desigualdades que as atravessam. A partir de autoras como Tronto, Held, Sorj, Hirata, Guimarães, Molinier e Paperman, discute-se o potencial crítico do cuidado enquanto paradigma ético-político, relacional e situado, que desafia os pressupostos da racionalidade instrumental e do individualismo liberal que marcaram a tradição sociológica moderna. São problematizados os riscos da autonomização do campo, incluindo a fragmentação disciplinar e a possível naturalização do cuidado como atributo feminino. O texto defende que a consolidação da Sociologia do Cuidado requer atenção à pluralidade de práticas e disputas que envolvem sua definição e aplicação. Nesse sentido, se artigo se aproxima e explora o reconhecimento das experiências de mulheres mães no ensino superior como arenas relevantes para a reconfiguração epistemológica do cuidado.
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