Corrida Ecológica: um jogo didático para o ensino de Ecologia
DOI:
https://doi.org/10.12957/interag.2026.93035Resumo
O ensino de Ciências e Biologia enfrenta desafios históricos de engajamento e compreensão, especialmente diante de conteúdos abstratos e distantes do cotidiano. Neste contexto, este trabalho apresenta o jogo didático “Corrida Ecológica”, criado por estudantes de Ciências Biológicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro como ferramenta lúdica para o ensino de Ecologia no Ensino Fundamental II e no Médio. O jogo busca facilitar a aprendizagem de conceitos ecológicos por meio da simulação de processos naturais, incentivando tomada de decisões, resolução de problemas e trabalho em equipe. Foi testado com licenciandos, que avaliaram a clareza das regras, a coerência dos conteúdos e o engajamento gerado, com base em dinâmicas de fragmentação de habitats, predação, eventos ambientais e conectividade ecológica. Os resultados indicaram ajustes necessários no design, introdução gradual de corredores ecológicos e ampliação de eventos aleatórios, favorecendo a imersão e o aprendizado ativo. Aulas teóricas prévias mostraram-se benéficas à compreensão da proposta. Conclui-se que o jogo tem elevado potencial pedagógico, ao contribuir para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais e fortalecer a relação entre teoria e prática docente.
Palavras-chave: Ecologia; Jogos Didáticos; Metodologias Ativas; Educação Ambiental; Metapopulações.
Ecological Race: a didactic game for teaching Ecology
The teaching of Science and Biology faces historical challenges related to student engagement and understanding, especially when dealing with abstract content that feels disconnected from everyday life. In this context, this study presents the educational game “Ecological Race”, created by Biological Sciences students at the State University of Rio de Janeiro, as a playful tool for teaching Ecology in lower and upper secondary education. The game aims to facilitate the learning of ecological concepts through the simulation of natural processes, encouraging decision-making, problem-solving, and teamwork. It was tested with teacher-training undergraduates, who evaluated the clarity of the rules, content coherence, and level of engagement, based on dynamics involving habitat fragmentation, predation, environmental events, and ecological connectivity. The results indicated the need for design adjustments, such as the creation of a fixed map, gradual introduction of ecological corridors, and expansion of random events, which enhanced immersion and active learning. A prior theoretical class also proved beneficial for understanding the proposed activity. It is concluded that the game has high pedagogical potential, contributing to the development of cognitive and socio-emotional skills while strengthening the connection between theory and teaching practice.
Keywords: Ecology; Educational Games; Active Methodologies; Environmental Education; Metapopulations.
Downloads
Referências
BARROWS, H. S.; TAMBLYN, R. M. Problem-Based Learning: An Approach to Medical Education. New York: Springer Publishing Company, 1980.
BENDER, W. N. Aprendizagem baseada em projetos: diferenciando o ensino na sala de aula do século XXI. Porto Alegre: Penso, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília, DF: MEC: SEF, 2000.
DICHEVA, D. et al. Gamification in education: A systematic mapping study. Educational Technology & Society, [s. l.], v. 18, n. 3, p. 75-88, 2015.
FERREIRA, M.; DRULIS, R.; SALES, A. L. O ensino lúdico e a formação de competências cognitivas e socioemocionais no ensino fundamental. Revista Brasileira de Educação Básica, [s. l.], v. 7, n. 2, p. 55-68, 2022.
FERRI, K. C. F.; SOARES, L. M. A. O jogo de tabuleiro como recurso didático no ensino médio: uma contextualização do ensino de química. In: SEMANA DE LICENCIATURA, 12., 2015, Jataí. Anais […]. Jataí: [s. n.], 2015. p. 315-327.
GALLEGO, C. H. Aplicação de jogos lúdicos na educação geral utilizando a teoria das inteligências múltiplas. 2002. Dissertação (Mestrado em Ciência da Computação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.
HUIZINGA, J. Homo Ludens: A Study of the Play-Element in Culture. New York: Roy Publishers, 1938.
MENDES, R. R. L. et al. Jogos educativos na formação docente: uma análise preliminar a partir de esquemas conceituais primários. In: ENCONTRO REGIONAL DE ENSINO DE BIOLOGIA, 10., 2023, Rio de Janeiro. Anais […]. Rio de Janeiro: [s. n.], 2023. Não paginado.
MIRANDA, E. V. N. Os jogos didáticos como instrumento criativo: uma proposta metodológica no ensino. Macapá: Instituto Federal do Amapá, [20-?].
MORAN, J. M. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
NASCIMENTO, L. O. T. et al. Metajogo da Ecologia: uma proposta de abordagem lúdica sobre a dinâmica de populações. Revista Ensinar, Teresina, v. 2, e202403, 2023.
PIAGET, J. A epistemologia genética. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
RIBEIRO, L. C. S. et al. Jogo Ludo em Ecologia Vegetal: proposta educativa no ambiente escolar. Revista Aracê, São José dos Pinhais, v. 6, n. 4, p. 12689-12707, 2024.
RODRIGUES, F. M. Ensino e aprendizagem de ecologia nos anos finais do ensino fundamental: uma análise comparativa entre aulas com sequências didáticas tradicionais e lúdicas. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Instituto Federal do Amapá, Laranjal do Jari, 2023.
STEKICH, C. D. L. do N. et al. O papel do professor como mediador e facilitador no ambiente de aprendizagem. Revista Ilustração, Cruz Alta, v. 4, n. 2, p. 109-115, 2023.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
WALLON, H. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.

Todo o conteúdo da Revista Interagir está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


