Entre a câmera e o fuzil: os manifestos cinematográficos e a formação de redes de sociabilidade intelectual do Nuevo Cine Latinoamericano (1960-1970)
DOI:
https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.95445Palavras-chave:
Nuevo Cine Latinoamericano, Manifestos Cinematográficos, Sociabilidade Intelectual, Cinema e PolíticaResumo
Este artigo analisa os manifestos Uma Estética da Fome, Hacia un Tercer Cine e Por un Cine Imperfecto como práticas de sociabilidade intelectual que consolidaram o Nuevo Cine Latinoamericano (NCL) nos anos 1960. Esses textos forjaram uma rede transnacional de cineastas a partir de um diagnóstico comum sobre o cinema hegemônico como ferramenta de dominação neocolonial. A circulação dos manifestos em festivais e revistas político-culturais inseriu o cinema nos grandes debates sobre o papel do intelectual nos processos de transformação da América Latina. Com convergências e polêmicas, as propostas de Glauber Rocha, Octavio Getino, Fernando Solanas e Julio García Espinosa formaram um profícuo debate no campo intelectual, buscando consagrar o cinema como ferramenta de descolonização cultural.
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