BIOINDICADORES VEGETAIS: UMA ALTERNATIVA PARA MONITORAR A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

Sandra Maria de Figueiredo Aquino, Josimar Ribeiro de Almeida, Roberto Ricardo Rachid Saab Barbosa Cunha, Gustavo Aveiro Lins

Resumo


A poluição atmosférica é responsável por diversos efeitos prejudiciais nos ecossistemas e na saúde humana. As substâncias usualmente consideradas poluentes do ar podem ser classificadas como: compostos de enxofre (SO2, SO3, H2S, sulfetos); compostos de nitrogênio (NO, NO2, NH3, HNO3, nitratos); compostos orgânicos de carbono (hidrocarbonetos, álcoois, aldeídos, cetonas e ácidos orgânicos); monóxido de carbono e dióxido de carbono; compostos halogenados (HCL, HF, cloretos, fluoretos); material particulado (mistura de compostos no estado sólido ou líquido). Usualmente são utilizados sofisticados métodos físico-químicos convencionais para monitoramento, que requerem custos elevados de implantação, operação e manutenção, custos estes, que podem ser minimizados pela adoção de metodologia complementar de biomonitoramento, que é um método experimental que permite avaliar a resposta de organismos vivos à poluição. O biomonitoramento oferece vantagens como custos reduzidos, eficiência para o monitoramento de áreas amplas e por longos períodos de tempo e, também, avaliação de elementos químicos em baixas concentrações ambientais. As medidas e registros efetuados por redes convencionais de monitoramento da qualidade do ar permitem verificar se normas e limites estabelecidos ou recomendados pela legislação. Entretanto, tais medições não permitem conclusões imediatas sobre as conseqüências de poluentes nos seres vivos. Assim o biomonitoramento deve ser considerado como um método complementar na análise de poluentes. O presente trabalho teve por objetivo identificar por meio de revisão de literatura espécies vegetais dos grupos, angiospermas, briófitas e liquens, utilizadas como bioindicadoras no Brasil, para contribuir com o conhecimento, apresentando informações sobre a utilização de vegetais no biomonitoramento da poluição atmosférica. Os resultados obtidos nesta investigação revelaram a existência de uma grande diversidade de espécies utilizadas em ensaios, destacando-se a Nicotina tabacum, no monitoramento de O3; Tradescantia pallida, de substâncias genotóxicas; Tibouchina pulchra, Gladíolus sp., Citrus sinensis, Spondias dulcis e Panicum maximum, no monitoramento de F; Tillandsia usneoides, no monitoramento de metais pesados e partículas poluentes do ar; Daucus carta e Brassica rapa, no monitoramento de SO2; e Sphagnum sp, de metais, entre eles o cobre e o arsênio.

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DOI: https://doi.org/10.12957/ric.2011.3629

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