Reorganização simbólica do novo espaço público: um modelo segregador oriundo do proibicionismo das leis antifumo

Maria Teodora Farias Traldi

Resumo


Neste texto discute-se a nova forma de espaço público decorrente das restrições impostas pelas leis antifumo no Brasil. A política pública antitabagista pode ser vista como produtora de significado e valor, bem como um indicador da relação de recursos cognitivos, econômicos, organizacionais e políticos da sociedade. O Estado passa a dividir o risco com a indústria do fumo e com o próprio indivíduo como forma de preservar o equilíbrio das contas públicas. Para isso, edita leis progressivamente mais restritivas quanto ao consumo desses produtos. O proibicionismo não parece ser a melhor resposta para tal, visto que age nas consequências. Essas restrições delimitam o uso a determinados espaços, ou seja, modificando as dinâmicas sociais por técnicas de segregação. Assim, o espaço público é reorganizado simbolicamente. Acredita-se que o controle seja mais eficaz do que o combate ao fumo.

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DOI: https://doi.org/10.12957/rfd.2011.1550

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