Las grietas del modelo

Claudio Katz

Resumo


O modelo econômico argentino atual surgiu de uma inédita derrocada e recompôs a acumulação, mantendo a inserção agroexportadora. Modificou as hegemonias no bloco dominante e, sem aderir ao neoliberalismo, evitou rupturas pós-neoliberais. Procura recuperar gravitação industrial, apresenta tintas neodesenvolvimentistas, limitou a valorização financeira e não prioriza o setor primário. O governo resiste aos ajustes cambiais, porém fornece subsídios que minam o superávit fiscal e induzem o endividamento. Como na América do Sul, se renova a dependência das exportações básicas. A Argentina mantém um lugar intermediário, diferenciado da periferia inferior e dos BRICs, enquanto aumenta a distância com o Brasil. As consequências atenuadas da crise global não obedecem aos ajustes da ortodoxia, nem as intervenções estatais da heterodoxia.

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DOI: https://doi.org/10.12957/rep.2013.7559

 

 

                                              

ISSN: 1414-8609 | e-ISSN: 2238-3786 JournalDOI: http://doi.org/10.12957/rep

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