Psicanálise e Acompanhamento Terapêutico: Quando a Cidade se Torna o Setting Analítico da Psicose

Mariana Vieira Morais, Fuad Kyrillos Neto

Resumo


O Acompanhamento Terapêutico (AT) nasce no contexto da Reforma Psiquiátrica e, embora não figure na legislação como uma política pública oficial, integra-se a diversos serviços voltados para a saúde mental. O AT, que traz como característica dominante o deslocamento físico em espaços públicos e o setting móvel, vem ganhando cada vez mais protagonismo nos serviços que estão se constituindo no processo reformista brasileiro. Partindo de uma fundamentação psicanalítica a respeito da psicose, discutimos um aspecto que nem sempre vem em primeiro lugar nas teorizações produzidas a respeito do AT: sua dimensão clínica. Para isso, valemo-nos do método da psicanálise aplicada, pois este permite o estudo psicanalítico de fenômenos sociais, que estão além do setting clínico tradicional. Concluímos que o AT é um espaço para fazer a escuta subjetiva tão necessária à psicose, sem deixar de lado os aspectos políticos e sociais atrelados à loucura.

Palavras-chave


acompanhamento terapêutico; clínica da psicose; psicanálise

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2021.59389

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