Produção de Subjetividade e Militância Política dos Jovens do Movimento Sem Terra no Semiárido Alagoano

Jadielma de Barros Alves, Saulo Luders Fernandes, Marcos Ribeiro Mesquita

Resumo


A pesquisa descritiva exploratória teve como objetivo analisar os efeitos psicossociais da subjetivação política dos/as jovens assentados/as do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O estudo se amparou, como aporte teórico, em leituras da psicologia política, da psicologia social e da filosofia da diferença. O desenvolvimento metodológico se deu pela proposta cartográfica, referenciada em autores como Gilles Deleuze e Félix Guattari. Participaram dessa pesquisa dez jovens de um assentamento rural do semiárido alagoano, com idade entre 18 e 26 anos. Os instrumentos metodológicos utilizados foram grupos focais e diários de campo. Os dados analíticos produziram-se com base em três olhares analisadores: olhares para a militância política de uma juventude assentada, olhares para a violência simbólica vivida no seu cotidiano e olhares para os processos de (trans)formação política pelos quais passam, ao longo da trajetória de vida, nos contextos rurais e de militância de que fazem parte. Ao analisar os diferentes modos de vivenciar e significar a militância, considera-se que é possível fortalecer o pertencimento dos sujeitos de um movimento social, a partir da junção das singularidades e valorização da heterogeneidade dos modos de ser e existir.

Palavras-chave


subjetividade; política; militância; juventude

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2021.59366

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