Paradoxos da psicologia e da psicanálise durante a ditadura militar na Argentina

Mariela Ventura

Resumo


O seguinte estudo, do tipo histórico, trata da relação da psicanálise e a ditadura em Tucumán (Argentina), baseado em fontes do jornal La Gaceta (1976-1983), além de arquivos privados e testemunhas ‘chave'. Objetivou-se analisar alguns paradoxos, pois considera-se que constituem um estímulo poderoso para a reflexão. Entre eles encontramos: a formação de psicólogos nas mãos de médicos, os quais, no entanto, não os habilitavam ao exercício clínico; a legitimidade social da prática profissional, muito antes da sua legalidade; os espaços públicos clausurados, mas não os espaços privados de estudo; a lei do psicólogo assinada durante a ditadura; a falta de reconhecimento do psicólogo dentro do país em oposição ao seu status no exterior. Em conclusão, se em forma paradoxal a psicanálise sobreviveu durante a ditadura foi pela ‘paixão' a esta disciplina, que a tornou um lugar de ‘refúgio' para suportar o que não pode ser descrito.

Palavras-chave


psicanálise; psicologia; ditadura; paradoxos

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2015.17712

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