Sartre fenomenólogo

Deise Quintiliano Pereira

Resumo


Este artigo tem por objetivo analisar os conceitos fundamentais da filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre, a partir da influência da fenomenologia husserliana. A constituição da subjetividade é o fio condutor deste trabalho. Pretende-se mostrar a impossibilidade de uma conversão total por parte de Sartre à noção husserliana de um sujeito transcendental. Para o pai do existencialismo, o sujeito encontra-se sempre numa relação com outros sujeitos, estabelecendo, assim, a idéia de intersubjetividade – viga mestra do pensamento sartriano. Outrossim, a assunção da alteridade introduz uma concepção dialética à qual todos os sujeitos encontram-se subordinados. Há, pois, uma dialética da intersubjetividade (exterior) e uma dialética subjetiva (interior), segundo as quais o sujeito torna-se aquilo que é visto e, ao mesmo tempo, afasta-se de uma identificação absoluta consigo mesmo. Por fim, faz-se a análise do conceito de “singular-universal”, que visa impedir a redução do indivíduo a uma mera contextualização temporal, à medida que realça sua relação com o momento que ocupa na sua atualidade histórica, ou seja, sua historicidade.

Palavras-chave


Sartre; Fenomenologia; Existencialismo

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