Psicoterapia e subjetividade: interfaces entre os modos contemporâneos de subjetivação e as demandas de um serviço de Psicologia

Ariane Patricia Ewald, Michelle Thieme de Carvalho Moura, Samira Meletti da Silva Goulart

Resumo


Este trabalho é resultado de uma investigação realizada no Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e teve como objetivo compreender como os modos de viver caracterizadores da atualidade vem contribuindo para os tipos de queixa que procuram por psicoterapia. Para isso foram investigados 327 relatórios de triagens que diziam respeito às demandas por psicoterapia individual. Através de uma análise inicial, pôde-se observar que a principal demanda referia-se à dificuldade de se relacionar com os outros, seguida por depressão, pânicos e medos, e ansiedade. Assim, foi possível verificar uma estreita relação entre tal queixa clínica e o cenário atual sedento por “fluidez”, “urgência”, “desempenho” e “técnica”. Tais resultados apontam para a importância de entender a queixa clínica como resultado da relação do homem com as circunstâncias sociais em que está inserido e não como uma entidade universal e fragmentada do âmbito histórico-social em que se vive.

Palavras-chave


Contemporaneidade; Psicoterapia; Subjetividade

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