PRÓLOGO A LA ANTOLOGÍA DE THEOTONIO DOS SANTOS

Mónica Bruckmann

Resumo


Espero que não sofras mais

Terras e mares

Suaves montanhas

Doces paisagens

cobertas de sangue

 

Formosos cenários de lutas infernais

Imenso caldeirão

onde fervem as paixões

de tantos e tantos povos

por séculos e séculos enfrentados

na franja de impérios colossais

Massa concentrada de emoções

Ódio e amor em estranho contubérnio.

Homem/mulher

Armas/morte

Sangue/terra

Pátria/luta.

 

Dura sobrevivência

Pátria - luta – mundo

 

imensos ideais aqui ficam cultivados

à busca da paz duradoura

para toda a humanidade

não pode garantir a paz

para o próprio povo

ferido de morte

nas suas próprias entranhas

 

Quisera estabelecer a tolerância

das raças, dos povos,

religiões, línguas e pátrias

sonho de uma só nação unificada

pela resistência aos opressores

 

Aqui se formou a vitoriosa

ambição do não alinhamento

que derrubou impérios colossais

altiva cabeça erguida contra os

poderosos

 

Eis que a construção de paz

se rue sob as armas do terror

 

Feridas profundas

ódios ancestrais

que os poderosos souberam açular

Braças revolvidas pelas ambições

Pelos desejos de expansão

detidos pela indomável

e generosa coragem

dos que lutaram por seus sonhos

Auto-governo

Auto-nomia

Auto-gestão

dos povos e dos indivíduos

livres e solidários

Aqueles que conheci em

colóquios intermináveis.

(DOS SANTOS, 2002)


Texto completo:

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DOI: https://doi.org/10.12957/rdciv.2020.56730

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