CASA DE CABOCLO: FEITIÇO DE BRASILIDADE

Luiz Rufino

Resumo


O texto tem como alinhave a problematização do acontecimento colonial como produtor de violências nas dimensões do ser e saber. Dessa maneira, invoco o caráter duplo de João Alves Torres Filho (Joãozinho da Goméia) em intersecção com o Caboclo da Pedra Preta para discorrer sobre inscrições éticas/estéticas/político/poéticas que contrariam os investimentos de morte produzidos pelo empreendimento colonial. Em um segundo momento abordo a noção de casa de caboclo como disponibilidade conceitual para pensar a ambivalência como elemento que rege a dinâmica colonial e molda o Brasil. A noção de casa de caboclo se soma a defesa da macumba como um complexo de saber brasileiro (ciência encantada) e nos possibilita incursionar em outras textualidades, saberes e gramáticas não normativas que substanciam a hipótese de um feitiço de brasilidade que emerge como astúcias, dribles, jogos e batalhas contrarias a lógica da dominação colonial. Por fim, a presença dupla de João e o Caboclo da Pedra Preta, assim como a ambivalência do feitiço de brasilidade posto na casa de caboclo são reivindicados como parte de um giro político/epistemológico que responde ao problema da descolonização.


Palavras-chave


Descolonização- Joãozinho da Goméia- Macumba- Casa de Caboclo

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DOI: https://doi.org/10.12957/periferia.2020.55179

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Revista Periferia, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas – PPGECC/UERJ - ISSN: 1984-9540