A crítica da economia política da barbárie: Entrevista com Marildo Menegat

Beatriz Vieira, Eduardo Ferraz Felippe, Thiago Lima Nicodemo

Resumo


Nesta entrevista concedida à Revista Maracanan, o professor discute as “teorias da crise” de viés marxista e (neo)liberal e aborda a relação entre a noção da barbárie contemporânea, a crise mundial não resolvida após a II Guerra – apenas amenizada na forma de uma “trégua”, nos trinta “anos gloriosos” (c. 1945-1975) – e a história do capitalismo. Considerando as origens e desdobramentos das questões envolvidas no “colapso do capitalismo” por suas autocontradições, geradoras de massas humanas excluídas das possibilidades de sobrevivência minimamente dignas, e sem abrir mão de sua verve contundente, Menegat analisa a situação do Brasil hoje, tanto do prisma econômico quanto político e cultural, e chama a atenção para o fato de que “A humanidade não cabe mais nos cálculos da economia. Impõe-se uma escolha como nunca antes havia se colocado: ou o capitalismo (que é a barbárie cotidiana em que vivemos, em permanente progressão) ou a existência da humanidade (que somente poderá se efetivar em outra forma de socialização).”


Palavras-chave


Entrevista; Marildo Menegat; Crise; Economia Política

Texto completo:

PDF

Referências


MENEGAT, Marildo. Depois do fim do mundo: a crise da crise da modernidade e a barbárie. Rio de Janeiro: Relume Dumará; FAPERJ, 2003.

MENEGAT, Marildo. Estudos sobre ruínas. Rio de Janeiro: Revan; Instituto Carioca de Criminologia, 2012.

MENEGAT, Marildo. O olho da barbárie. São Paulo: Expressão Popular, 2006.




DOI: https://doi.org/10.12957/maracanan.2018.31056

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores

                 

         

              

              

 

Divulgadores