A Colônia Juliano Moreira e seus homens "desviantes" (1930-1945)

Anna Beatriz de Sá Almeida, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Renata Lopes Marinho de Almeida, Aléxia Iduíno Duarte de Melo

Resumo


Esta nota visa analisar as fichas de observação masculinas da Colônia Juliano Moreira entre os anos de 1930 e 1945, buscando entre elas indícios de internação por doença do trabalho ou homossexualidade com o objetivo de confrontá-las com o contexto de higiene social e de uma construção do modelo de masculinidade que caracterizaria o Governo de Getúlio Vargas. Sob a marca de uma análise ainda parcial, apresentaremos as dificuldades da pesquisa e as especificidades de trabalhar com material de ordem médica, além de apontar como a ciência higienista influenciou sobre o modelo de gênero masculino estabelecido nesse período e a concomitante exclusão dos que se desviassem deste modelo.Palavras-chave: Colônia Juliano Moreira, história da psiquiatria, doença mental, doença do trabalho, masculinidades.

Palavras-chave


Colônia Juliano Moreira; História da Psiquiatria; Doença Mental; Doença do Trabalho; Masculinidades

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Referências


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GOMES, Ângela de Castro. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2010.




DOI: https://doi.org/10.12957/revmar.2017.28557

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