O Voo Benjaminiano de Klee: 50 anos do golpe na perspectiva das memórias, dos esquecimentos e dos silêncios

Joana DArc Fernandes Ferraz, Cíntia Christiele Braga Dantas

Resumo


No momento em que completa cinquenta anos do golpe militar-empresarial brasileiro, que fez do terror a prática política do Estado e fortaleceu todos os mecanismos refratários à promoção e à defesa dos direitos humanos e fundamentais (com todos os seus limites), a alegoria do “anjo da história”, de Walter Benjamin, nos convida a refletir sobre os usos políticos da memória, do esquecimento e do silêncio, que vem sendo conduzidas pelos governos pós-ditatoriais. Na primeira parte deste artigo, será feita uma análise comparativa entre as opressões do passado ditatorial e as do presente, atualizadas no regime denominado democrático. Na segunda parte, serão avaliados os dispositivos de reparação e os seus limites no Brasil. E, finalmente, as implicações do esquecimento do silêncio. Neste sentido, algumas questões nos levam à reflexão. O que esta memória produzida, atualmente, pelo Estado esquece ou silencia? Como este processo vem sendo construído? Quais as sequelas presentes e futuras desta política de memória que está sendo reconstruída para a sociedade brasileira?


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DOI: https://doi.org/10.12957/revmar.2014.14039

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