A campanha contra a “lepra” no Brasil e em Santa Catarina: entre a filantropia e a exclusão social dos filhos sadios de enfermos

Débora Michels Mattos

Resumo


Este artigo objetiva demonstrar como se deu a implantação da campanha contra “lepra” no Brasil, na primeira metade do século XX. Ele privilegia, no âmbito da região catarinense, a consolidação de estratégias de ação que visavam, essencialmente, dedicar-se ao problema da prole sadia dos enfermos. Essas estratégias se apoiaram em preceitos médicos e de filantropia. Nesse sentido, ele analisa a constituição de uma entidade, a Sociedade de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra de Santa Catarina, no plano de profilaxia e erradicação da hanseníase que foi personificado através de uma instituição preventorial, o Educandário Santa Catarina, local para a exclusão de centenas de crianças e adolescentes saudáveis, a partir da década de 1940.

 


Palavras-chave


“Lepra”, Campanha contra a “lepra”, Profilaxia, Filantropia, Exclusão.

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DOI: https://doi.org/10.12957/intellectus.2016.23838

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