DINÂMICAS E RELAÇÕES DE INTERDEPENDÊNCIA NO CUIDADO E ALEITAMENTO MATERNO

Marcela Komechen Brecailo, Daniele Gonçalves Vieira

Resumo


O objetivo deste trabalho é discutir as formas de adesão, acolhimento ou rejeição das informações de profissionais de saúde sobre o aleitamento materno frente às dificuldades da realidade cotidiana no cuidado da criança pequena. Estudo de perspectiva qualitativa com entrevista a 12 mulheres mães de crianças entre seis meses e dois anos de idade, e análise que se move entre a compreensão e a interpretação dos conteúdos das entrevistas em profundidade. As falas das mulheres demonstram que elas atuam articulando a cultura e sua posição conforme as necessidades e decidem suas práticas a partir de uma interdependência com outros saberes, trocados com mães, amigas e outras mulheres, bem como com profissionais de saúde. A prática assumida pelas mulheres se faz em acordos ou conflitos com legislações, políticas públicas, os diferentes tipos de cuidado, e de questões sociais, culturais, econômicas e políticas. As necessidades criam uma fluidez entre os elementos, a partir da tomada de decisões dessas mulheres. A reprodução como trabalho na sociedade traz fragilidade para a vida das mulheres e é um desafio para o desenvolvimento do cuidado como política e para a democratização das atividades, assegurando o cuidado de todos como atividade coletiva, de cada um e do Estado.

DOI: 10.12957/demetra.2019.43575

 


Palavras-chave


Maternidade. Aleitamento Materno. Cuidado. Políticas Públicas.

Texto completo:

PDF-PORT PDF-ENG (English)


DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2019.43575

e-ISSN: 2238-913X


Esta revista está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.