POSSIBILIDADES E LIMITAÇÕES DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL NA COMPREENSÃO DE CUIDADORES E PROFISSIONAIS DE UMA REDE PÚBLICA DE SAÚDE EM REGIÃO DE FRONTEIRA

Aline Luiza Führ, Érika Marafon Rodrigues Ciacchi

Resumo


Objetivo: Analisar possibilidades, limites e desafios da terapia de nutrição enteral domiciliar na rede pública de saúde e o perfil nutricional de pacientes pós-alta hospitalar de Foz do Iguaçu, PA. Métodos: Estudo de delineamento transversal e quanti-qualitativo. Participaram do estudo 12 indivíduos usuários de nutrição enteral domiciliar (com e sem acompanhamento nutricional); 12 cuidadores e oito profissionais de saúde. Na coleta de dados, utilizaram-se anamnese nutricional (usuários) e entrevistas (profissionais e cuidadores). As entrevistas foram gravadas, transcritas e analisadas na perspectiva teórica de Bardin; para o perfil nutricional, utilizaram-se fita inelástica e adipômetro, comparando-se os resultados às recomendações. Resultados e discussão: Houve predomínio do gênero feminino e de adultos para cuidadores e profissionais, enquanto entre os indivíduos em nutrição enteral, de idosos e mulheres. Sete destes estavam sob dieta manipulada; a frequência de complicações foi maior no grupo sem acompanhamento nutricional, assim como de óbitos e perfil antropométrico menos satisfatório. Os cuidadores mostraram-se desorientados e inseguros em relação à condução da nutrição enteral no domicílio, sobretudo no grupo desassistido por nutricionista. Profissionais e cuidadores apontaram a importância de acompanhamento profissional após a alta hospitalar e de oferta de dietas; fragilidades na rede pela ausência de fluxo, orientações padronizadas e encaminhamentos; com indicação de protocolo em rede para a condução da terapia de nutrição enteral domiciliar. Conclusões: Estes resultados mostram a notoriedade de formação dos cuidadores, equipe multiprofissional e intervenção gestora no cuidado domiciliar.

DOI: 10.12957/demetra.2019.36926


Palavras-chave


Nutrição Enteral. Atenção domiciliar. Rede de cuidados continuados de saúde.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2019.36926