INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL E FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM CATADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Maria Rafaela Martins de Oliveira, Roseane Saraiva de Santiago Lima, Francisco Regis da Silva, Luisa Maria Oliveira Pinto, Rafaella Maria Monteiro Sampaio

Resumo


Estudos têm demonstrado uma relação entre a situação de insegurança alimentar e nutricional com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), destacando que carências nutricionais e fome não são as únicas formas de expressão dessa condição. Desta forma, objetivou-se avaliar a ocorrência de insegurança alimentar e nutricional e os fatores de risco para desenvolvimento de DCNT em catadores de resíduos sólidos em um município do interior cearense. Realizou-se estudo transversal com 32 trabalhadores, com idades de 20 a 66 anos. Aplicou-se um questionário estruturado contendo dados de identificação, socioeconômicos, dietéticos e antropométricos. A insegurança alimentar e nutricional foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Observou-se insegurança alimentar e nutricional em 100% da amostra, baixa escolaridade (78,12%) e baixa renda (87,5%), prevalência de sobrepeso (25,0%) e obesidade (31,26%) e insuficiente consumo de frutas, verduras e hortaliças. A proporção de insegurança alimentar moderada e grave foi alta, e os trabalhadores apresentaram fatores de risco para o desencadeamento de DCNT.

DOI: 10.12957/demetra.2018.34088


Palavras-chave


Catadores. Estado Nutricional. Doenças Crônicas. Nutrição em Saúde Pública.



DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2018.34088

e-ISSN: 2238-913X


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