AMAMENTAR, CUIDAR, MATERNAR: REGULAÇÕES, NECESSIDADES E SUBJETIVIDADES

Marcela Komechen Brecailo, Marlene Tamanini

Resumo


O artigo objetiva analisar aspectos da experiência da mulher que amamenta na relação com o cotidiano e com o discurso veiculado institucionalmente sobre aleitamento materno, bem como com outras falas. Trata-se de pesquisa qualitativa com análise dos conteúdos das entrevistas em profundidade realizadas com 12 mulheres, mães de crianças entre seis meses e dois anos. As análises versam sobre a recomendação e o valor dado ao conhecimento institucionalizado; a incidência do discurso médico sobre as práticas das mulheres; a autonomia, interpretação e possibilidades frente a falas de outras mulheres; a organização do cotidiano em situação de amamentação; e experiências com o desmame. Muitas são as formas encontradas por essas mulheres para resolver as exigências com a amamentação no seu cotidiano e acolher ou não o discurso médico. É a própria experiência, atual ou anterior, que as faz confrontarem ou confirmarem tal discurso, estabelecendo seu próprio ideal de aleitamento e alimentação, de acordo com o que lhes pareça mais adequado à sua própria necessidade, considerando também a experiência de familiares que já são mães, o modo como a criança reage e se as exigências da amamentação são compatíveis com as necessidades da mãe e de suas outras atividades. A análise demonstrou que são desejadas e necessárias medidas de apoio à amamentação, escuta da experiência das mulheres e de suas necessidades, e equitativa participação das políticas no suporte a este cuidado, bem como compartilhamento das demais tarefas entre os membros da família como estratégia a construção da democracia do cuidar.

DOI: 10.12957/demetra.2016.22507

 

 


Palavras-chave


Amamentação; cuidado do lactente; maternidade; políticas; organização.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2016.22507

e-ISSN: 2238-913X


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