PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS QUE FREQUENTARAM UM BERÇÁRIO INSTITUCIONAL

Andressa Gomes Barros Felizola, Rita de Cássia Coelho de Almeida Akutsu, Amanda Branquinho Silva, Karin Eleonora de Oliveira Sávio

Resumo


Objetivo: Avaliar o perfil nutricional de crianças menores de cinco anos que frequentaram um berçário institucional no Distrito Federal. Métodos: A amostra foi composta por crianças que frequentaram o berçário institucional entre março de 2010 e dezembro de 2013. Foram analisados dados socioeconômicos, ambientais, demográficos, biológicos e antropométricos de mães e crianças, e aplicado um Questionário de Frequência Alimentar para analisar o consumo alimentar infantil. Para avaliação da qualidade global da dieta, foi utilizado um escore baseado no Recommended Foods Score (Contagem de Alimentos Recomendados). Resultados: A amostra foi composta por 26 mães e 28 crianças. Quanto às mães, 67,9% estavam na faixa etária de 31 a 40 anos, 67,9% eram pós-graduadas, 85,7% recebiam mais de 10 salários, 75% eram casadas, 85,7% eram eutróficas e 14,3% com sobrepeso. A média de idade das crianças foi de 29,44 meses (± 14,18); 67,9% permaneceram em aleitamento materno exclusivo até seis meses e 50% foram desmamadas entre 12 e 15 meses; 88,9% das crianças estavam eutróficas e 11,1%, com risco de sobrepeso; 28,6% apresentaram consumo de açúcares e bebidas açucaradas acima da recomendação; 32,2%, consumo de frutas abaixo do recomendado e 67,9%, consumo de hortaliças abaixo do recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria; 10,7% realizavam as refeições assistindo televisão quase sempre e 21,4%, nunca. A nota média da dieta foi 23,25 ± 2,31 pontos de um total de 28. Conclusão: A frequência a um berçário institucional pode contribuir de forma positiva para o estado nutricional e os hábitos alimentares da criança.

DOI: http://dx.doi.org/10.12957/demetra.2015.14141

 


Palavras-chave


Perfil nutricional; Crianças; Consumo de alimentos; Antropometria e Berçários institucionais.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2015.14141