FANTASIA MATERIALISTA EM ORDEM VERMELHA: FILHOS DA DEGRADAÇÃO

George Augusto do Amaral

Resumo


Neste artigo busco analisar o romance Ordem Vermelha: Filhos da Degradação a partir de uma perspectiva da crítica materialista, defendendo que, tanto em relação à forma quanto ao conteúdo, a obra rompe com as características de uma Fantasia literária clássica, aproximando-se do que Fredric Jameson classifica como Fantasia Materialista. Além disso, abordo a maneira com que o romance se encaixa no pressuposto de um tipo de arte de cunho político e pedagógico produzida em um contexto pós-moderno, no qual questões espaciais se sobrepõem às temporais, traçando um mapeamento cognitivo da realidade pelo viés do fantástico. Por fim, busco refletir a respeito do tema das metanarrativas, tema elaborado dentro da história do romance, mostrando que o autor não desqualifica a validade dessas narrativas mestras, mas reflete e alerta a respeito da importância da consciência social para que seja possível perceber as contradições e ideologias que nos cercam.


Palavras-chave


Fantasia; Crítica Materialista; Metanarrativas; Marxismo

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DOI: https://doi.org/10.12957/abusoes.208.35342

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Revista Abusões
e-ISSN: 2525-4022