LOS MUROS DE LA FRAGMENTACIÓN SOCIOESPACIAL: LO MATERIAL Y LO SIMBÓLICO EN LA CIUDAD MEDIA Y EN LA METRÓPOLIS
LO MATERIAL Y LO SIMBÓLICO EN LA CIUDAD MEDIA Y EN LA METRÓPOLIS
DOI:
https://doi.org/10.12957/geouerj.2026.82273Palabras clave:
fragmentação socioespacial; espaço residencial fechado; muro. cidade média; metrópoleResumen
En este artículo se pretende profundizar el debate teórico-analítico en torno a la relación existente entre las representaciones materiales y simbólicas de los muros en los hábitats residenciales y el proceso de fragmentación socioespacial actualmente en curso, tanto en la ciudad intermedia como en la metrópoli. Para ello, se recurrió a los siguientes procedimientos metodológicos: observación sistemática en campo, revisión bibliográfica y realización de entrevistas con habitantes urbanos en la ciudad intermedia de Presidente Prudente (SP) y en la metrópoli de São Paulo. Si bien la investigación abarcó diversas tipologías habitacionales correspondientes a distintos estratos sociales en ambas áreas de estudio, en el análisis de los hábitats populares se priorizan los espacios residenciales producidos por programas de vivienda de interés social. En el espacio metropolitano se seleccionaron específicamente dos territorios periféricos: Cidade Tiradentes (São Paulo) y Pimentas (Guarulhos). Los resultados demuestran una profundización de la diferenciación socioespacial, especialmente en lo que respecta a la dimensión material y simbólica del proceso de amurallamiento de los distintos tipos de espacios residenciales en ambos contextos urbanos. Asimismo, se infiere que los muros son inherentemente contradictorios: si, por un lado, pueden constituir un elemento estructurante de las edificaciones y posibilitar una mayor privacidad para las personas y las familias, por otro, representan una materialidad que también provoca el aislamiento, la diferenciación y la segregación de distintos grupos de habitantes urbanos.
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