Buscando ir além da crítica às representações do corpo predominantes na Modernidade, o presente artigo recorre ao Perí psychés, texto em que Aristóteles apresenta sua teoria da unidade do corpo e da alma, para sugerir a possibilidade de superação formal dessa dualidade; mas busca, em seguida, na verve foucaultiana os termos de uma reflexão sobre as tensões que marcam as experiências do corpo em um continuum que vai da negação à presença.