Interfaces algorítmicas, affordances e tecnopolíticas
DOI:
https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.95478Keywords:
Technopolitics, Persuasive design, MediationsAbstract
In this essay, I propose to consider design as a strategic actor in the technopolitics of big tech companies. This entails reflecting on how design, on the one hand, mediates power effects and economic interests of these corporations, but, on the other hand, can also be understood as a field for experimenting with resistance and subversion within emerging technical cultures. To this end, I outline three axes of reflection relevant to theoretical and empirical research on technopolitics: first, the epistemological dimension, that is, the knowledge systems and models of subjectivity and worldviews embedded in the construction of digital interfaces; second, the power effects and affordance-mediated dynamics, foregrounding their relational character and the collective and distributed nature of action; and third, the production of subjectivity, which in interface design is inseparable from analyses of its conditions of visibility and the construction of attentional regimes.
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