Da borra à superfície
design regenerativo e a ressignificação do índigo
DOI:
https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.96947Palavras-chave:
design regenerativo, índigo e sistemas vivosResumo
O artigo visa discutir o papel do design regenerativo por meio da ressignificação da borra do índigo como continuidade material de sistemas vivos, investigando seu potencial de reativação da matéria em espaços habitados. Aborda-se o índigo como tecnologia viva, compreendendo o sedimento (borra) resultante dos processos de tingimento natural como um indicador do estado do sistema e como material latente possível de revitalização. Adota-se a abordagem de research through design (Frayling, 1993), articulando o ensaio experimental com revisão teórica sobre design regenerativo, sistemas vivos e tecnologias tradicionais. O artigo aborda o design como uma prática de continuidade ecológica e cultural, concluindo que a borra do índigo é um elemento regenerativo que carrega um registro material que possibilita seu uso como insumo no desenvolvimento de novas tintas inseridas em espaços habitados.
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