Da borra à superfície

design regenerativo e a ressignificação do índigo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.96947

Palavras-chave:

design regenerativo, índigo e sistemas vivos

Resumo

O artigo visa discutir o papel do design regenerativo por meio da ressignificação da borra do índigo como continuidade material de sistemas vivos, investigando seu potencial de reativação da matéria em espaços habitados. Aborda-se o índigo como tecnologia viva, compreendendo o sedimento (borra) resultante dos processos de tingimento natural como um indicador do estado do sistema e como material latente possível de revitalização. Adota-se a abordagem de research through design (Frayling, 1993), articulando o ensaio experimental com revisão teórica sobre design regenerativo, sistemas vivos e tecnologias tradicionais. O artigo aborda o design como uma prática de continuidade ecológica e cultural, concluindo que a borra do índigo é um elemento regenerativo que carrega um registro material que possibilita seu uso como insumo no desenvolvimento de novas tintas inseridas em espaços habitados.

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Biografia do Autor

Roberta Miroslau Kremer, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Graduada em Desenho Industrial - Projeto do Produto - pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2000). Pós graduada em ESG Online pela Fundação Getúlio Vargas e mestre em Design de Vestuáro e Moda pelo PPGModa da UDESC. Com experiência na área de design e ênfase em design de moda e estamparia regenerativa. Atuou por 20 anos como designer de produtos na indústria calçadista brasileira e atualmente atua no ensino de técnicas de tingimento e estamparia natural, ministrando oficinas e cursos.

Táisse Marcos de Souza, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Designer de Moda, com Pós-Graduação em Gestão de Produtos de Moda e Vestuário, atualmente Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Design de Vestuário e Moda da UDESC, pesquisando sobre modelos de negócios de impacto socioambiental na moda. É idealizadora do projeto Très Deyò (Tranças de Fora, em crioulo haitiano), iniciativa que articulou saberes migrantes e moda sustentável, por meio da criação de produtos desenvolvidos a partir de resíduos têxteis da indústria local. Desde 2016, atua com Inovação Social e Desenvolvimento Sustentável na Moda, com foco em empreendedorismo social em territórios periféricos. Atualmente cursa Engenharia Têxtil na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o objetivo de aprofundar conhecimentos técnicos sobre materiais, processos e tecnologias da cadeia têxtil que integram ciência e sustentabilidade.

Juliana Sarrico dos Santos, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Mestranda em Design de Moda e Vestuário na UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina, pesquisando a relação entre o empreendedorismo feminino e a sustentabilidade. Graduada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e, desde 2003, atua nas áreas de Tecnologia, Marketing, Gestão de Projetos, Publicidade e Eventos. Atualmente, presta consultoria em Marketing Digital, planejamento de negócios e comunicação.

Neide Schulte, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Graduação em Desenho e Plástica pela Universidade Federal de Santa Maria UFSM-RS (1992), especialização em Ensino da Arte pela UNIVILLE e especialização em Moda pela Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC-SC, mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC-SC (2003), doutorado em Design pela PUC-Rio (2011). Atualmente sou professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, na graduação e na pós graduação mestrado e doutorado do curso de Moda, na linha de pesquisa Moda e Sociedade, e também diretora de extensão do Ceart- Udesc. Tenho experiência nas áreas de Artes, Moda e Design com ênfase em sustentabilidade, atuando principalmente nos seguintes temas: design de superfície, desenho digital, estamparia, audiovisual, ecomoda, ecofeminismo, sustentabilidade, responsabilidade socioambiental e cultural, economias: criativa, circular e solidária.

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Publicado

13-07-2026

Como Citar

MIROSLAU KREMER, Roberta; DE SOUZA, Táisse Marcos; SARRICO DOS SANTOS, Juliana; SCHULTE, Neide. Da borra à superfície: design regenerativo e a ressignificação do índigo. Arcos Design, Rio de Janeiro, v. 19, n. 2, p. e96947 , 2026. DOI: 10.12957/arcosdesign.2026.96947. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/arcosdesign/article/view/96947. Acesso em: 9 ago. 2026.