Experimentalismo transfeminista e análise audiovisual implicada: nos entramados de Jup do Bairro
Palavras-chave:
Artivismos de gênero; culturas juvenis; transfeminismo; análise audiovisual; Jup do BairroResumo
Apresento neste artigo uma reflexão de cunho interdisciplinar sobre a multiartista paulistana Jup do Bairro, problematizando condições de emergência de sua obra audiovisual e a situando no campo da produção experimental transfeminista. Para responder a nossa problemática mobilizamos a perspectiva artivista, as dinâmicas das culturas juvenis urbanas, e a hipótese de um acionamento biocultural atinente ao espectro artístico configurado por Jup enquanto travesti preta. A análise de três videoclipes da artista contempla perspectivas cartográficas e comunicacionais, e considera as redes de afetos articuladas na produção, circulação e recepção da obra artística em questão. Conclui-se que o experimentalismo transfeminista de Jup conforma ações de resistência e existência, enfrentando normatividades e segregações raciais, de gênero e sexualidade, e apresentando uma nova gramática e uma inteligibilidade outra sobre sonoridades, imagens, corpos e cidades.
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