REPRESENTATIVIDADE LGBTI+ E COMODITIZAÇÃO: problematizando estratégias de instituições financeiras

Autores

  • INES HENNIGEN PPG em Psicologia Social e Institucional da UFRGS
  • Adriel Giordani Christ PPG em Psicologia Social e Institucional da UFRGS
  • Pyetro Bellon de Oliveira Instituto de Psicologia, Serviço Social, Saúde e Comunicação Humana – UFRGS

Palavras-chave:

representatividade LGBTI+, comoditização, neoliberalismo, financeirização, produção de subjetividade

Resumo

No artigo problematizamos o uso estratégico de pautas, símbolos e representatividade LGBTI+ em iniciativas de três instituições financeiras: Pride Bank, Santander e Itaú. Com base na cartografia e concepções teórico-metodológicas foucaultianas, analisamos formas e forças que se tecem e entram em jogo, como promovem a financeirização e refletimos sobre efeitos subjetivos e políticos. Colocando em questão a lógica financeiro-neoliberal, discutimos: a comoditização do orgulho, bandeira e representações identitárias para fazer aderir a produtos e, assim, apoiar a causa (Pride Bank); o uso oportunista de celebridade LGBTI+ para promover serviço e cartão (Santander); os paradoxos do programa de fomento do Itaú que, acenando diversidade e visibilidade, tudo remete ao âmbito do trabalho. Finalizamos enfatizando a importância de atentar às desigualdades e produzir fissuras nesta lógica.

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Publicado

2026-03-17

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Seção

Artigos