Seria a Medicina tão biomédica assim?
deslocamentos biopolíticos, população LGBT e cuidados em saúde
Palavras-chave:
Biopolítica, Homossexualidade, Discurso, Cuidado em Saúde, População LGBTResumo
Se foi a partir do mito de uma homogeneidade ontológica, calcada na biologia, que a medicina ocidental supostamente se estruturou, apontamos com esse artigo para o quanto uma heterogeneidade discursiva emerge no próprio campo da medicina, no momento em que ela se depara com os cuidados em saúde de uma população inventada como LGBT. A partir de entrevistas realizadas com médicos/as da rede básica de saúde, observamos, o quanto isso que se tem nominado de “população LGBT” se torna objeto da biopolítica quando lançamos mão desse outro que chamamos de “cuidados em saúde” e o quanto disso aponta para as fraturas, contingências e ambivalências do aparato médico. De tal modo, evidenciamos o quanto a medicina se configura em um campo de multiplicidades heterogêneas, e, portanto, não é tão biomédica assim, como ela mesma faz questão de anunciar.
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