Experimentalismo transfeminista e análise audiovisual implicada: nos entramados de Jup do Bairro

Autores

Palavras-chave:

Artivismos de gênero; culturas juvenis; transfeminismo; análise audiovisual; Jup do Bairro

Resumo

Apresento neste artigo uma reflexão de cunho interdisciplinar sobre a multiartista paulistana Jup do Bairro, problematizando condições de emergência de sua obra audiovisual e a situando no campo da produção experimental transfeminista. Para responder a nossa problemática mobilizamos a perspectiva artivista, as dinâmicas das culturas juvenis urbanas, e a hipótese de um acionamento biocultural atinente ao espectro artístico configurado por Jup enquanto travesti preta. A análise de três videoclipes da artista contempla perspectivas cartográficas e comunicacionais, e considera as redes de afetos articuladas na produção, circulação e recepção da obra artística em questão. Conclui-se que o experimentalismo transfeminista de Jup conforma ações de resistência e existência, enfrentando normatividades e segregações raciais, de gênero e sexualidade, e apresentando uma nova gramática e uma inteligibilidade outra sobre sonoridades, imagens, corpos e cidades.  

Biografia do Autor

Rose Rocha, PPGCOM-ESPM/CLACSO

Rosamaria Luiza (Rose) de Melo Rocha é doutora em Ciências da Comunicação (ECA/USP), com estágio pós-doutoral em Ciências Sociais/Antropologia (PUC-SP), em Ciencias Sociales, Niñez y Juventud (CLACSO) e pós-doutorado Sênior junto ao Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (UFBA), linha de pesquisa em Artes, Gêneros e Sexualidades do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gêneros e Sexualidades (NuCuS). É professora titular e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM-SP. Tem experiência no estudo e no ensino das relações entre iestética e política, comunicação e consumo; culturas juvenis, sexualidades e gênero; e artivismos musicais de gênero. Dedica-se à investigação das culturas juvenis e urbanas brasileiras, atualmente sob dois enfoques prioritários: 1) relação entre ativismos, politicidades, audiovisibilidades e entretenimento, com ênfase em questões raciais, geracionais e de gênero; 2) relação entre expressões estéticas, comunicação e consumo, com ênfase em experiências e formas dissensuais e desviantes. Recebeu o Prêmio Intercom (1999) de melhor tese de doutorado brasileira em Comunicação defendida em 1998. Foi coordenadora do GP "Comunicação e Culturas Urbanas" da Intercom (2009-2013), vice-coordenadora do GT "Imagem e imaginários midiáticos" da Compós e do GT "Comunicação, Gêneros e Sexualidades" da Compós (2021-2022). É coordenadora do GT "Comunicação, consumo e novos fluxos políticos: ativismos, cosmopolitismos, práticas contra-hegemônicas" do Comunicon. Participa desde 2009 da rede de investigação CLACSO, no Grupo de Trabalho "Juventudes y Infancias", do qual foi uma das fundadoras. É também coordenadora do Grupo de Pesquisa CNPq "Juvenália: questões estéticas, geracionais, raciais e de gênero na comunicação e no consumo" (desde 2015). Tem livros publicados em coautoria e diversos artigos em revistas acadêmicas do Brasil e da América Latina sobre os seguintes temas: estudos sobre juventude; estudos sobre comunicação e gênero, ativismos, politicidades e expressões estéticas; teorias da imagem, da comunicação e do consumo. Atua como consultora ad hoc de agências de fomento. 

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Publicado

2026-03-17

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Artigos