Futuros trans* possíveis?: interseccionalidades e ambivalências no acesso e permanência de pessoas trans* no ensino superior público brasileiro

Autores

Palavras-chave:

Pessoas trans, ensino superior público, Brasil, interseccionalidade, educação

Resumo

A última década foi marcada por passagens importantes no acesso de pessoas trans* no ensino superior brasileiro, atrelados a uma gama de direitos recentemente conquistados, particularmente o nome social, que regulamenta em instituições públicas o uso do nome no qual pessoas trans* se identificam, e a implementação de políticas afirmativas em universidades públicas a partir do final dos anos 2010.  Partindo da provocação de uma das entrevistadas de que “pensar sobre futuro é privilégio de poucos”, este artigo procura entrelaçar relatos da trajetória de estudantes trans* para versar sobre as ambivalências do acesso e permanência desses sujeitos na universidade, descrita tanto como um espaço permeado por violências institucionais e processos subjetivos de adoecimento quanto de um espaço que possibilitou uma experimentação de gênero e a construção de redes afetivas e políticas. Para tanto, é fundamental adotarmos uma perspectiva interseccional que compreenda as diferenças e desigualdades permeadas nesses relatos, possibilitando distintos acessos e permanências no (e além do) espaço da universidade.

Biografia do Autor

Brume Dezembro Iazzetti, Central European University - Budapeste, Hungria.

Mestra em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestranda no programa History in the Public Sphere (HIPS), pela Erasmus Mundus Joint Masters (EMJM). Pesquisadora discente do Núcleo de Estudos de Gênero - PAGU.

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Publicado

2024-11-04

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Artigos