Ciência, justiça e antropologia no debate sul-africano da aids: produção de sensibilidades e regulação moral entre especialistas

Autores

  • Guillermo Vega Sanabria Universidade Federal de Viçosa

Palavras-chave:

HIV, AIDS, África do Sul, Antropologia, controvérsias

Resumo

O texto relata minha experiência enquanto pesquisava o debate da AIDS ocorrido na África do Sul na década de 2000. A partir de pesquisa em arquivos, entrevistas e observação participante em ambientes acadêmicos e entre especialistas da AIDS, exploro as críticas de alguns dos meus interlocutores contra o suposto relativismo e a alegada postura dos antropólogos em face da controvérsia. Em meio a constantes apelos para combater o negacionismo da AIDS, desconfiança e mesmo aberto rechaço ao pensamento antropológico, analiso minha inserção em redes de pesquisadores e ativistas na Cidade do Cabo, à luz do enfrentamento entre “ortodoxos” ou defensores da ciência da AIDS e negacionistas ou dissidentes . A dificuldade habitual da pesquisa etnográfica é atualizada neste caso, mas ele também coloca um novo desafio: como pode o conhecimento antropológico contribuir para uma melhor compreensão de disputas, sobretudo quando, do ponto de vista nativo , tais disputas parecem insuperáveis ou inexistem?

Biografia do Autor

Guillermo Vega Sanabria, Universidade Federal de Viçosa

Doutor em Antropologia pelo PPGAS/Mudeu Nacional da UFRJ, atualmente é professor adjunto no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Viçosa

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Publicado

2017-08-29

Edição

Seção

Dossiês temáticos