LIBERALISMO POLÍTICO: QUAL A NEUTRALIDADE POSSÍVEL?

Autores

Palavras-chave:

liberalismo político, neutralidade política, John Rawls, neutralidade de justificação, pluralismo moral

Resumo

Este artigo discute o conceito de neutralidade política no contexto do liberalismo, analisando especialmente as contribuições de Joseph Raz, Alasdair MacIntyre, Ronald Dworkin e, com destaque, John Rawls. Explora-se a distinção fundamental entre neutralidade de justificação e neutralidade de resultados, enfatizando-se que, embora uma neutralidade absoluta seja impossível e até indesejável, é viável uma neutralidade liberal centrada na justificativa política, que respeite o pluralismo moral e garanta um campo justo para diferentes concepções de vida boa. Conclui-se que a abordagem rawlsiana, ao utilizar a neutralidade de justificação (imparcialidade moral de segunda ordem), oferece uma solução prática e politicamente legítima para lidar com a diversidade de doutrinas abrangentes nas sociedades democráticas contemporâneas.

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Biografia do Autor

Robson Vitor Freitas Reis, Campus de Varginha da Universidade Federal de Alfenas

Doutorando em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito e Ciências do Estado da Universidade Federal de Minas Gerais (2018), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora (2009). Servidor Público no Campus de Varginha da Universidade Federal de Alfenas e Advogado registrado pelo Conselho Seccional de Minas Gerais da Ordem dos Advogados do Brasil pela incrição 141443.

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Publicado

10.08.2026

Como Citar

FREITAS REIS, Robson Vitor. LIBERALISMO POLÍTICO: QUAL A NEUTRALIDADE POSSÍVEL?. Cadernos de Estudos Sociais e Políticos, Rio de Janeiro, v. 14, n. 27, 2026. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/CESP/article/view/93159. Acesso em: 14 ago. 2026.