A COMPREENSÃO BIOCULTURAL DO ALIMENTO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E O DIÁLOGO COM O ENSINO, CIÊNCIA E SAÚDE

Ariza Maria Rocha

Resumo


A partir de uma dada situação, relembrei minha graduação de professora de Educação Física, em que aprendi, a partir de uma visão técnica e mecanicista, que o alimento é o combustível energético imprescindível ao bom funcionamento da máquina humana, chamada de corpo, e que bastava equilibrar, na famosa balança do organismo, o dispêndio de energia gasto pela atividade física e o controle de energia ingerida Eis o aceitável na década de 1980. Era o predomínio do molde biomédico (relação saúde-doença), e assim era aceitável julgar e condenar o açúcar como vilão da alimentação humana da atualidade, culpar o gordo e o magro por desobedecerem às dietas alimentares ou por serem preguiçosos demais para não se exercitarem e, consequentemente, não obedecerem aos padrões de corpo da moda. Ouço a voz perturbadora de meu pensamento: Então, neste pensamento, a questão é o alimento versus a atividade física? Longe de mim desconsiderar a importância dos conhecimentos biológicos, mas será que ações descontextualizadas são suficientes para ocasionar transformações dos hábitos e comportamentos, ou seja, alterações de práticas educativas sem a compreensão do papel da cultura na alimentação humana? Em outras palavras, o professor compreende o alimento para além da necessidade biológica? Este ensaio tem o objetivo de refletir o distanciamento do alimento como fenômeno biocultural na formação do professor de Educação Física. Na perspectiva alimentar, apoiei-me em Contreras e Garcia (2011), Poulain (2013), Carneiro (2003) e Santos (2005). A estrutura do texto contempla o caminho, o caminhante e o caminhar do ensino/aprendizagem, bem como a produção científica da área.

DOI: 10.12957/demetra.2017.28081

 


Palavras-chave


Alimento. Educação. Pesquisa.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2017.28081

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e-ISSN: 2238-913X