O circuito hip hop em Cuba (1979-2015):
linguagem artística e dinâmicas de um circuito cultural urbano
DOI:
https://doi.org/10.12957/tamoios.2026.91632Abstract
Desde o final dos anos 1970, a cultura hip hop tem feito parte da realidade urbana de Cuba, atualmente movimentando uma série de variáveis espaciais como grupos de rap, crews de break, estúdios fonográficos, entre outros. Propomos aqui uma análise da temática a partir da noção de circuito cultural, apontando para o conjunto de materialidades, fluxos e articulações dinamizados em torno de uma dada manifestação artística. Destacamos a categoria território usado e sujeitos corporificados em diálogo com a sociologia. Em nossa metodologia, além do levantamento bibliográfico e documental, lançamos mão de trabalhos de campo (visitas técnicas e entrevistas semiestruturadas) realizados em Cuba. Em um primeiro momento, propomos a demarcação de períodos para história territorial do hip hop em Cuba; em seguida, tratamos do panorama do circuito na década de 2010, pondo em relevo: (i) seus fixos, fluxos e articulações; (ii) a institucionalidade estatal, abordada a partir da ação da Agência Cubana de Rap; (iii) a articulação do rap cubano alhures, destacando o trabalho conjunto dos Grupos Inquérito (Brasil) e La Invaxión (Cuba). Buscamos, assim, contribuir para o debate sobre o papel da dimensão cultural do espaço, enquanto via para que pensemos e ajamos rumo a usos menos desiguais do território.
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