Cartografia das visibilidades e (in)visibilidades dos assassinatos de pessoas trans no Brasil de 2017 a 2022
DOI:
https://doi.org/10.12957/tamoios.2026.89294Resumo
Cientes da dimensão social do espaço geográfico e de sua complexidade na contemporaneidade, nesta pesquisa olhamos para aqueles sujeitos que transgridem as normas sociossexuais que se dão no espaço, como as pessoas trans, população que têm suas experiências corporalizadas potencialmente afetadas pela cisheteronormatividade espacial, a partir de constantes processos de interdição e de violência figuradas pelo ódio, crueldade e abjeção. À luz destas problemáticas, o presente trabalho objetivou analisar a distribuição espacial dos casos de assassinatos de pessoas trans no Brasil, no período de 2017 a 2022, isto é, com elaboração de cartografias das visibilidades e (in)visibilidades dessas violências a partir das técnicas de anamorfose e antianamorfose. Nessa perspectiva, a Cartografia é utilizada neste trabalho como uma linguagem primordial no processo investigativo, a construção teórico-metodológica deste estudo envolveu uma abordagem quali-quantitativa, que incluiu além de uma revisão bibliográfica, a análise de dados da Rede Trans Brasil bem como o método cartográfico proposto por Slocum et al. (2013). Nos resultados obtidos, verificou-se que as representações espaciais elaboradas possuem uma função ativa na investigação geográfica, exercendo um papel de denúncia e contestação às violências praticadas contra a população trans no Brasil, dessa forma mapear é dar existência a um fenômeno. Para a apreciação dos resultados registrou-se as impressões de pessoas trans que fizeram a leitura das representações.
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